Publicado em 08.08.2019 - Notícias - Sem comentários

Link da matéria no JC OnLine

Jc-Online-

Em um mundo cada vez mais conectado, com uma infinidade de informações e novidades saltando aos olhos a todo instante, pensar no futuro deixou de estar atrelado, apenas, ao desenvolvimento tecnológico. Passou a ser, também, direcionado ao desenvolvimento da humanidade, com maior valorização e respeito às emoções. Alinhadas a este debate, instituições de ensino têm tentado levar para a sala de aula um novo conceito de educação, voltado para a formação afetiva do indivíduo. “Estamos comprometidos com a construção de uma nova era de ensino e aprendizagem baseada na inovação e no embasamento socioemocional. Uma exigência da sociedade que contempla o desenvolvimento de valores, competências e habilidades do ser humano em harmonia com o ambiente ciberfísico”, afirma Maria Dulce Souza Leão, diretora do Colégio Souza Leão, que se destacou como a mais lembrada pelos pernambucanos na categoria “colégio particular” da pesquisa JC Recall de Marcas 2019.

“Nós estivemos presentes em quase todas as edições. Em 1o lugar, é a décima vez. Isso graças aos milhares de alunos, famílias e colaboradores que ao longo desses 53 anos de educação fizeram parte da nossa história”, comemora. Para ela, estar na lembrança dos pernambucanos quando o assunto é educação sinaliza o reconhecimento de um trabalho feito com amor, dedicação e profissionalismo por parte de toda a equipe ao longo dessa trajetória. “Participar da formação escolar e humana de cada estudante que passou por aqui é o nosso maior patrimônio, o nosso maior orgulho.”

Criada em 1966 pela professora Dulce de Souza Leão Araújo, dentro da própria casa, localizada na Vila do Ipsep, a instituição foi batizada de Colégio Barão de Souza Leão e já nos primeiros anos mostrou sua excelência, recebendo o prêmio da Secretaria de Educação como a escola que mais cresceu no Estado. O primeiro empreendimento foi repassado para a irmã, Olindina de Souza Leão, e, em 1976, um novo surgiu, desta vez como Colégio Souza Leão de Candeias. “Um sonho que se expandia e se concretizava como fruto de muito trabalho e dedicação desta destemida e visionária educadora”, rememora Maria Dulce, orgulhosa da trajetória da mãe.

Em 1980, com o crescimento do bairro de Candeias, a escola também tomou maiores proporções e em 1986 nasceu a unidade do Cordeiro, seguida da de Olinda. “Meus irmãos e eu trabalhamos desde cedo para o sucesso dos empreendimentos. Milhares de crianças e jovens tiveram suas vidas impactadas pela educação do Colégio Souza Leão, que tem como base o lema ‘Ensino completo e formação integral’”, afirma a diretora. “A matriarca, hoje, no auge de seus 86 anos, continua ativa e trabalhando junto com seus filhos para oferecer uma educação de excelência.”

Atualmente a rede possui em torno de 2.500 alunos, 160 professores e mais de 150 colaboradores distribuídos nas unidades de Candeias, Cordeiro e Olinda. Guiados pelo tema “Inovação no ensinar e no aprender” para o ano letivo de 2019, Maria Dulce explica que o grupo se preocupa em investir muito além da tecnologia. “Para sermos considerados educadores inovadores, precisamos fazer uso de tecnologias, de processos de aprendizagens diversificados, metodologias ativas e plataformas adaptativas que personalizam o ensino. Porém, o mais importante de tudo isso é colocar o estudante no centro do processo”, conta.

Para tanto, desde 2018 os educadores iniciaram um processo de formação continuada com foco no conceito de inovação. “Um programa arrojado que inclui estudos específicos, práticas metodológicas inovadoras e trocas de saberes periódicos. Afinal, são eles, os professores, os grandes agentes das mudanças em sala de aula”, defende a diretora. “Novas disciplinas foram introduzidas no currículo, como Pensamento Computacional, Empreendedorismo Criativo, programas de inteligência emocional, educação financeira e espaço maker: um ambiente para dar vazão à criatividade e proporcionar ao estudante o prazer em colocar a mão na massa.”

A grade conta ainda com aulas de arte, teatro, música e esportes. “Sem dúvida faz muita diferença em nossas salas de aula e na formação integral e prazerosa do educando. O conhecimento teórico está nos livros, nas redes, está nas nuvens. Na verdade, o que estamos falando é de promover o desenvolvimento humano e a formação do potencial humano é uma demanda urgente da sociedade, sendo esse o nosso compromisso”, sintetiza Maria Dulce.